Pesquisas conduzidas por médicos antropólogos sugerem que usuários de metanfetanima geralmente usam a droga para aumentar suas performances no trabalho ou na escola e não apenas para ficarem chapados.
Segundo o professor Daniel Lende:
“Mesmo com uma droga como a metanfetamina, a maioria dos usuários pesados em nossa pesquisa entraram no estado de “uso funcional”. Eles costumam aumentar as funções cognitivas (ou compensar deficiências), para aumentar a produção como um todo e até mesmo parecer “normal” enquanto estão chapados (ao contrário de como acontece com o álcool).”
Lende e seus colegas entrevistaram 40 usuários pesados de metanfetamina em Atlanta sobre como eles usam a droga que está ficando conhecida como o “novo crack”.
Ao invés de ouvir histórias sobre a “diversão” dos cristais de metanfetamina, os usuários falaram sobre os ganhos de produtividade recebidos pela droga. Seus comentários foram bem similar aos que foram citados sobre Adderall, Provigil e Ritalin.
Uma costureira disse que os ganhos de produtividade foram as únicas razões que a levaram a usar a droga:
“Eu fui para casa e fiz um vestido… de repente eu pensei, meu Deus, eu fiz os detalhes tão bem nisso, essa é realmente uma droga das oportunidades… Trabalhei drogada, o que eu sei que parece estupidez, mas essa não é uma situação social para mim… Eu pude focar totalmente no projeto que tinha em minhas mãos. E essa foi e ainda é o grande e único atrativo da droga.”
Não estamos defendendo o uso da metanfetamina aqui, mas como Vaughan Bell, autor sobre “Mind Hacks” aponta, “em outras palavras, drogas são ruins para você, mas algumas pessoas administram os riscos. Uma pequena minoria, é claro, não administra esses riscos e acaba morrendo instantaneamente ou sofrendo conseqüências de longo prazo.”
Fonte: Wired Science
